Sobre
Daniel Lobo
Daniel Lobo é o fundador do Estudante Engenheiro e editor do blog.
Nesta newsletter trazemos engenheiros(as) de diferentes áreas e fases da carreira. Em cinco perguntas, exploramos as suas motivações, desafios, projectos marcantes e conselhos para quem está a começar ou pretende seguir o mesmo caminho. O objectivo é simples: aprender com a experiência real de quem vive a engenharia no terreno.
Na edição de hoje, trazemos o Eng.º Cláudio Rafael, engenheiro civil e mestrando em engenharia ambiental no Instituto Superior de Tecnologias e Ciências (ISPTEC).
O Eng.º actua como educador nas redes sociais, promovendo boas práticas na construção civil e incentivando uma abordagem técnica e consciente no sector. Com sólida formação e experiência, especializou-se na avaliação da viabilidade técnica construtiva de imóveis, área em que oferece consultoria e ministra cursos.
Também é palestrante, com foco em temas que conectam engenharia, sustentabilidade e inovação no mercado imobiliário angolano.
1. Ser engenheiro civil era o seu sonho de infância ou foi um caminho que descobriu mais tarde?
Descobri mais tarde. Quando mais novo, tinha um grande fascínio pela profissão do meu pai, que é arquitecto.
Ao entrar para o ensino médio no IMIL – Makarenco (2010), o meu objectivo era seguir o curso de desenhador projectista, como preparação para a arquitectura no ensino superior. No entanto, por questões administrativas, fui colocado no curso de técnico de obras. Quando tentaram corrigir o erro, eu já estava apaixonado pela área e decidi continuar. Em 2017, formei-me em Engenharia Civil — e hoje sei que aquele "erro" foi, na verdade, um grande acerto.
2. Qual foi o melhor conselho que recebeu durante a sua jornada como engenheiro?
R: Foi da Dr.ª Fátima Sombreiro, quando eu era consultor júnior na Águas de Portugal. Ela disse: "Enquanto jovem, não podes parar de estudar." Essa frase ficou comigo. Hoje, sou um eterno aprendiz — atualmente concluindo o mestrado em Engenharia do Ambiente e já de olho nos próximos desafios acadêmicos.
3. Se pudesse voltar ao início da carreira, o que faria de forma diferente?
Começaria a contribuir com a sociedade mais cedo. Muitos de nós esperam concluir a formação superior para “começar a ser úteis”, e com isso deixamos de desenvolver projetos, empreender ou explorar ao máximo as nossas capacidades. Se voltasse atrás, teria sido mais proativo desde o início.
4. Que projeto ou experiência profissional mais o marcou até hoje, e porquê?
O período logo após a licenciatura. Passei seis meses à procura do primeiro emprego e, nesse tempo, dei formação a estudantes universitários, elaborei projetos arquitetônicos e de construção para amigos e familiares. Essa fase, mesmo sem grandes obras, foi um divisor de águas. Aprendi a me posicionar, a agregar valor com o que sabia e a manter-me em movimento — foi a experiência mais formadora da minha carreira.
5. Que conselho daria a quem está a estudar engenharia ou a começar a carreira?
A engenharia civil tem enfrentado um processo de desvalorização profissional, principalmente no que toca à política salarial.
O meu conselho: não se limite. A engenharia é vasta — reinvente-se, diversifique os conhecimentos, explore áreas complementares.
Mais do que ser "só" um engenheiro, torne-se uma referência na sua área. Autoridade técnica e visão empreendedora fazem toda a diferença.
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Categoria
Carreira
11 de junho de 2025
5 Perguntas a um engenheiro: Cláudio Rafael
Na edição de hoje, trazemos o Eng.º Cláudio Rafael, engenheiro civil e mestrando em engenharia ambiental no Instituto Superior de Tecnologias e Ciências (ISPTEC).
