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Sobre

Daniel Lobo

Daniel Lobo é o fundador do Estudante Engenheiro e editor do blog.

Um novo oceano está a se formar em África? Saiba mais nesse artigo.


Os especialistas há muito sabem que partes do continente estão a separar-se a uma taxa de até 0,76 cm por ano em alguns locais. Evidências vulcânicas e geológicas na Etiópia e noutras partes de África indicam que os oceanos existentes poderão, um dia, invadir a crescente fenda, separando uma pequena parte do continente do restante bloco africano.


Não se tem a certeza de que um novo oceano se formará, mas afirmam que as implicações geológicas do afastamento das placas tectónicas indicam que isso é provável. Um processo semelhante deu origem à península da Arábia Saudita.


Os cientistas têm usado GPS e mapeamento por satélite para rastrear como as placas tectónicas sob o continente africano estão a separar-se, especialmente na região conhecida como Afar, que inclui o norte da Etiópia, o Djibuti e a Eritreia.


Os geólogos acreditam que, se o afastamento continuar, as três placas que se encontram na orla do actual continente africano acabarão por se separar completamente, permitindo que o Oceano Índico inunde a região e transformando o extremo oriental de África (o Chifre de África) numa grande ilha.


Pesquisas indicam que as placas na região estão a ser empurradas para longe umas das outras, em parte devido à subida de magma proveniente das profundezas da Terra, o que está a criar uma saliência mensurável e fissuras onde as rochas se estão a separar.


As estimativas apontam que a formação de um possível novo oceano poderá ocorrer algures entre 1 milhão e 20 milhões de anos a partir de agora. Isso é considerado bastante rápido em termos geológicos, e muitos cientistas têm estudado essas mudanças, que são particularmente visíveis por ocorrerem em terra firme, e não no fundo de um oceano.

Categoria

Curiosidades
14 de julho de 2025

Um novo oceano está a se formar em África?

Não se tem a certeza de que um novo oceano se formará, mas afirmam que as implicações geológicas do afastamento das placas tectónicas indicam que isso é provável.

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